Pendências de 2025 são os maiores obstáculos das empresas em 2026. Entenda as razões

Tudo que não foi cumprido no ano anterior pode ser considerado como pendência em 2026

Início de ano é, tradicionalmente, o momento em que o empreendedor renova metas e projeta investimentos. No entanto, especialistas alertam que o planejamento para o novo ciclo pode ser seriamente comprometido se as pendências do ano anterior não forem revisadas.

Falhas fiscais, contábeis e trabalhistas acumuladas funcionam como um freio invisível, capaz de bloquear a emissão de notas fiscais, impedir o acesso a crédito e gerar multas que pesam no fluxo de caixa.

Muitos empresários só percebem o tamanho do problema quando enfrentam barreiras operacionais, como a impossibilidade de emitir uma Certidão Negativa de Débitos (CND) ou a suspensão da Inscrição Estadual.

Esses gargalos surgem por diversos motivos, desde o crescimento acelerado sem a devida organização até o desconhecimento das mudanças constantes na legislação tributária brasileira.

Os riscos ocultos nas obrigações fiscais e tributárias

As pendências fiscais figuram entre as mais perigosas, pois os sistemas da Receita Federal e do e-CAC realizam cruzamentos de dados automáticos. O esquecimento da entrega de obrigações acessórias, como a DEFIS para empresas do Simples Nacional ou a DCTF mensal, gera multas imediatas.

Além disso, impostos em atraso, como o DAS, ICMS e ISS, sofrem juros progressivos e podem levar a empresa à dívida ativa, resultando em bloqueios judiciais.

No campo contábil, o problema costuma ser silencioso. A ausência de escrituração do Livro Diário ou a falta de conciliação bancária mensal impedem que a empresa comprove seu faturamento real.

Para bancos e investidores, uma contabilidade desatualizada é sinal de alto risco, o que fecha portas para financiamentos e parcerias estratégicas.

O fator humano e o impacto no eSocial

A gestão de pessoas também exige atenção redobrada neste início de ano. Irregularidades no envio de dados ao eSocial — como atrasos em registros de admissão, rescisões ou encargos de INSS e FGTS — podem resultar em penalidades severas, que em alguns casos ultrapassam a marca de R$ 40 mil.

Mais do que a multa administrativa, o passivo trabalhista gerado por essas falhas aumenta consideravelmente o risco de ações judiciais que podem desestabilizar o negócio a longo prazo.

Inconsistências cadastrais

Outro ponto frequentemente negligenciado é a atualização cadastral. Mudanças de endereço não informadas, CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) defasados ou alvarás vencidos são entraves que podem causar o desenquadramento do Simples Nacional.

Nestes casos, a empresa é obrigada a migrar para regimes tributários mais onerosos, elevando bruscamente seus custos operacionais por uma falha puramente burocrática.

Estratégias para uma gestão preventiva em 2026

Para evitar que o “efeito cascata” das pendências comprometa o faturamento, o primeiro passo é um diagnóstico completo. Consultar a situação fiscal junto aos órgãos federais, estaduais e municipais permite identificar o que pode ser parcelado ou regularizado antes que se torne uma autuação.

A prevenção para o restante do ano de 2026 passa pela adoção de rotinas rígidas: conferência semanal de notas fiscais, monitoramento da agenda tributária e fechamento contábil mensal.

Nesse contexto, o suporte de contabilidades modernas e digitais tem se mostrado um diferencial competitivo, oferecendo monitoramento em tempo real e alertas de prazos que protegem o CNPJ e permitem que o empreendedor foque no que realmente importa: a expansão de seus negócios.

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